domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dicas Cinematográficas - ESTÔMAGO

ESTÔMAGO é a história da ascensão e queda de Raimundo Nonato (João Miguel), um cozinheiro com dotes muito especiais. Trata de dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. E pode ser definido como uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária.




No filme, além de muito humor, ótimos atores, um roteiro maravilhoso, personagens interessantíssimos e um diálogo inteligente, podemos ver muita coisa da gastronomia aparecendo com importante destaque.
O uso da Angostura, uma bebida amarga, aromática e aparentemente inofensiva que entra no preparo de coquetéis clássicos e em várias receitas de cozinha é uma dessas. Embora um bitter (designação genérica para bebidas quase sempre amargas e produzidas a partir de raízes de plantas, cascas de algumas árvores e frutas como o Campari), não é daqueles convencionais para se tomar em copos longos com gelo e soda. Ao contrário, seu uso é limitado a algumas gotas para adicionar aroma e sabor em drinks, frutos do mar, saladas de frutas, sobremesas e pâtisserie em geral. O que faz a Angostura tão importante para merecer tanto cuidado é o fato de ser um produto sem similar e elaborado com fórmula secreta em um único lugar.

Quanto à sua composição, o rótulo menciona vagamente ser "uma preparação aromática de água, álcool, genciana e extratos vegetais inofensivos para dar sabor e cor ao produto", ou seja, não esclarece nada. Todo bar que se preze, em qualquer parte do mundo, deve ter pelo menos uma garrafinha dessas em estoque. Parecida com as de molho inglês, elas vêm embrulhadas em papel branco impresso em letras pretas miúdas com diversas sugestões para seu uso, que incluem além das óbvias na preparação de drinks, servir também para a cura da flatulência. Longe de ser brincadeira, essa referência medicinal, entre outras, vem da origem da sua criação em 1824 na Venezuela pelo médico alemão Dr. Johann Gottlieb Benjamim Siegert e mantida por razões históricas.
Outro destaque no filme é o pedido feito pela Prostituta Íria (Fabíula Nascimento)  ao Raimundo Nonato - o Macarrão à Putanesca.

Para esse prato vale a pena você dar uma chegada na sua cozinha e experimentar. O molho à putanesca é feito a base de azeite, alho, cebola, anchovas que após refogadas são trituradas no garfo. Em seguida volte ao fogo acrescentando azeitonas, atum e alcaparrar e logo após o molho de tomate. Use este molho no tipo que massa que preferir, vale a pena uma experiência, é muito saboroso e fica melhor ainda se ao usar molho industrializado cozinhar lentamente o tomate sem pele e sem sementes .
Bom, dá uma passada na locadora, pegue o filme e depois faça uma massa ao molho à Putanesca, você não vai se arrepender.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Don’t Eat Your Food, “Whaf” It

Sobremesas podem ser somente inaladas através de aparelho criado por laboratório francês


É claro que todos os sentidos são muito importantes na apreciação de um bom prato na Gastronomia, mas também podemos aceitar que o Paladar reinou quase que absoluto até então.
O grande problema da humanidade é que para apreciar tais maravilhas gastronômicas ingerimos muitas calorias que podem nos fazer engordar. Por isso estamos vivenciando a cada dia a Gastronomia Light ganhar espaço na mídia.
Pratos que antes eram apenas bonitos, passaram nos últimos anos a ganhar sabores mais agradáveis ao paladar.
Após muito tempo de Brillat Savarin ter se expressado no Fisiologia do Gosto que além do Paladar, o olfato também tem um papel importantíssimo aparece um aparelho que vai explorar o olfato como o ponto mais importante.
Foi anunciado no último dia que um laboratório francês de pesquisas na área gastronômica desenvolveu um aparelho que permite inalar sobremesas.
A máquina transforma os doces, inicialmente líquidos, em vapores que podem ser aspirados com um canudo de vidro, evitando a ingestão de calorias.
O aparelho, chamado Le Whaf, é um recipiente redondo de vidro com uma torneira, como um filtro de água.


O inventor: O professor David Edwards acredita que a inalação de alimentos e bebidas é o futuro (Foto Daily Mail)


Inalação do sabor. Aparelho sendo usado. (Foto BBC)


O líquido é colocado no Whaf e uma "nuvem" se forma no recipiente. A tecnologia integra o uso de ondas de ultrassom por cristais que se polarizam eletricamente ou se deformam em um campo elétrico.
Minúsculas partículas são formadas e ficam suspensas no Whaf, formando os vapores que podem ser inalada.
A máquina havia sido criada no final de 2009, para inalar três tipos de coquetéis, mas o projeto evoluiu e passou a incluir as sobremesas.
O Whaf foi criado pelo professor de Harvard David Edwards, fundador do Le Laboratoire, em Paris, que realiza projetos que misturam ciência, gastronomia e arte.
A máquina foi desenhada pelo designer culinário Marc Bretillot.
"Há centenas de anos, talvez milhares, nós passamos a comer cada vez menos durante as refeições, mas de maneira mais frequente", diz o professor de Harvard.
"O Whaf nos orienta em direção a um futuro no qual comer é tanto um ato efêmero quanto um ato essencial como o de respirar."
"Após as guerras, nós passamos de uma necessidade maior de comida ao oposto, hoje, de saber como comer menos. Nós queremos menos calorias, mas cada vez mais prazer e sensações. Nesse sentido, o Whaf parece ser uma das respostas possíveis", diz o designer culinário.
Até o momento, as sobremesas que podem ser inaladas no Whaf são tortas de limão e a tarte tatin, uma torta de maçã invertida, com a massa para cima, típico doce francês.
O uso do aparelho fez até surgir o verbo francês whafer para ilustrar a inalação do alimento que se transformou em vapor.
A previsão é de que o Whaf seja comercializado na França e possivelmente em outros países até o final deste ano. "A ideia é reduzir o tamanho do aparelho para facilitar o uso doméstico", diz o laboratório.

Bom, fica aí a dica. Vamos esperar isso chegar até nós e ver como funciona, pois como disse Savarin: "A descoberta de um prato novo é mais útil ao gênero humano do que o descobrimento de uma estrela".

Veja mais: http://www.dailymail.co.uk/femail/food/article-1350817/Le-Whaf-Now-theres-food-dont-eat-INHALE.html

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estou lendo e recomendo.

Comecei uns meses atrás o blog fazendo a indicação de um livro que foi importante no desaflorar para a vontade de fazer o curso de Gastronomia, agora não paro mais de ler sobre a área. tem muita coisa por aí que... ai meu Deus! Porém acredito que quanto mais literatura tivermos melhor, devemos saber é selecionar o joio do trigo.
Numa dessas garimpagens, estava esperando o horário do meu ônibus pra Sorocaba na Barra Funda e resolvi dar uma olhadela numa livraria que tem por lá.
Acabei encontrando  um livro de Michel Roux - Receitas de Massas Doces e Salgadas. Comprei (salgadinho o preço!) e voltei pra casa lendo o mesmo.
Bom, me apaixonei pela forma como ele desenvolve o assunto. Não é um mero livrinho de receitas. Ele faz algumas poucas, mas importantes abordagens teóricas sobre o assunto e vai apresentando receitas muito boas.
Uma semana depois me ví na internet tentando descobrir quem era esse tal de Michel Roux.
Ele é um aclamado Chef Francês, que começou com seus 14 aninhos de idade e acabou sendo um premiado Chef internacional. Olha ele aí!
Até onde sei, traduzidos ja temos três livros da sua coleção publicados pela Larousse.
O Receitas de Massas doces e Salgadas que eu ja citei, o de Receitas de Molhos e o de Receitas com Ovos.
Todos os três apresentam a mesma temática e são ricos em detalhes.
Vale a pena dar uma espiada.
Sugestão se for comprar. Vasculhe na internet, pois o último de ovos eu comprei com uma diferença de quase 50% a menos que na livraria. E isso com o valor do frete incluso!




Espero que tenham gostado da dica.
Um abração e até a próxima.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Entrando no mundo das CERVEJAS!!

Comecei a me interessar um pouco mais pelo mundo das cervejas meses atrás ao participar de uma palestra com um dos responsáveis pela cervejaria Banberg de Votorantim. De lá pra cá ja lí alguns artigos bem interessantes, mas o que mais está em "moda" no dias atuais é a tal da hasmonização de pratos com as cervejas especiais.
Conheci o site http://www.beerlife.com.br/ nesses últimos dias e achei interessante postar aqui um artigo da revista que eles veiculam. Muito interessante, não alterei nada, resolvi postar o artigo na íntegra, somente ocultei as imagens, pois ficou difícil trazê-las para cá..
Novamente, não é um artigo meu e sim de autoria da revista.
Leiam, comentes, entrem no site Beerlife e conheçam um mundo fantástico.





Para iniciarmos nossa conversa, afinal, o que são frutas secas? De modo geral são frutas frescas que sofreram desidratação natural ou forçada com objetivo de durar mais, facilitar o armazenamento ou obter outro produto final com diferente sabor.

As frutas secas podem ser divididas em dois grupos: as frutas frescas ressecadas sem adição de açúcar – Mação, Uva, Ameixa, Damasco, Figo, Banana e Pêra são as mais comuns. Em inglês são conhecidas como dried fruits. O outro grupo é formado pelos frutos naturalmente secos – Nozes, Amêndoas, Pistache, Amendoim, Castanhas do Pará e de Caju – embora alguns precisem, notadamente nozes e pistache, de uma secagem a mais para atingir o grau de umidade certo para comercialização, mesmo sendo colhidos bem secos. São conhecidas como edible nuts ou frutos comestíveis.

Ao pé da letra, o segundo grupo não seria de frutas secas, mas não encontro duas palavras diferentes em português para denominá-los. Apesar da boa diferença entre os dois grupos, o primeiro é naturalmente doce; já o segundo é praticamente isento de açúcar em seu estado natural ou comumente comercializado torrado e salgado.

Se fossemos detalhar um pouco mais teríamos também frutas secas cristalizadas ou glaceadas. Estas são secas e levam adição de açúcar para diferenciar o sabor e aumentar a conservação. Nesta categoria encontramos abacaxi, laranja, kiwi, tangerina, mamão, banana e figo, no entanto, fogem um pouco do nosso contexto, pois todas têm o sabor fortemente afetado pelo açúcar. De qualquer modo trouxemos uma tangerina cristalizada para testarmos em nossa harmonização.

Além disso, as frutas dessecadas e as castanhas têm nutrientes, além de uma enorme quantidade de vitaminas e sais minerais, ajudando no melhor funcionamento do nosso corpo, combatendo radicais livres, colesterol e até câncer. Com moderação, uma combinação de boas frutas secas com boas cervejas pode nos trazer enorme prazer e a descoberta de novos sabores, infelizmente não teremos como fugir das gordurinhas a mais. Afinal, é tudo muito calórico, embora saudável.



FRUTAS SECAS MAIS COMUNS

Uva passa – Após a colheita a uva é secada normalmente ao sol, em clima seco e sem chuva. Quando os frutos atingem um baixo grau de umidade, em torno de 14%, vão para linha de produção onde passam por uma centrífuga que as separa do cacho e solta os cabinhos. Depois os frutos são lavados, adquirindo um pouco de umidade e chegando a 18%. Então são calibradas e selecionadas, recebem um produto que atua como conservante (normalmente um óleo mineral próprio para alimentos que mantém a umidade e dá brilho), sendo embaladas. O Brasil produz pouca uva passa. Quase todas que encontramos são da Argentina ou do Chile. As argentinas são produzidas na região de San Juan, onde o clima é quente e seco. As uvas são preparadas para se transformar em passa, sendo assim miúdas. Já as chilenas são maiores porque são uvas frescas que foram descartadas e secadas.

Ameixa – O Brasil também não produz ameixa, mas as importadas vêm do Chile e da Argentina, países com produtos bem similares e em apenas duas variedades: a D’Agen mais comum e a Presidént, mais graúda e mais cara. O processo de secagem e produção é parecido com o das uvas passas, secando ao sol ou no forno.

Damasco – Encontramos dois tipos: “azedinho”, da Argentina ou Chile e de um tom laranja mais forte, e o “doce” da Turquia e amarelinho. O damasco turco é o mais comum. A secagem do damasco é sempre feita em fornos com conservantes que não deixam o damasco oxidar e manter sua cor clara e amarela.

Nozes – As nozes de Nogal ou do tipo Califórnia são as mais conhecidas. Importadas normalmente do Chile e EUA, mas também podemos encontrar, embora menos comum no Brasil e de qualidade inferior, nozes da Hungria e China. As variedades Chandler e Ser tem a polpa mais clara, enquanto que a Semilla ou Califórnia, a polpa mais escura. Hoje, as nozes com casca são bem vendidas por uma tradição de Natal e cestas de fim de ano, mas o forte do mercado, com importação durante o ano todo são as nozes sem casca. É melhor comprar a descascada, do maior tamanho possível e quanto mais clara melhor. Uma curiosidade: a noz sem casca americana é partida em máquinas, já a chilena é quase toda partida à mão. Isso mesmo! Uma por uma, com um martelinho de madeira para não danificar a polpa, o que normalmente garante uma melhor qualidade.

Amêndoas – Importadas do Chile, Espanha e EUA, normalmente da Califórnia. Existem diversas variedades de amêndoa no Brasil: Carmel, Texas, Mission, Butter, IXL e Non Pareil. O sabor de todas é praticamente o mesmo, independente da origem.

Pistaches – No Brasil encontramos normalmente os importados dos EUA e Irã, ambos de ótima qualidade. Quando com casca, prefira os maiores, mais abertos, de tom esverdeado na polpa e de preferência pouco salgados. Se puder provar fuja dos que estão muito salgados, pois normalmente escondem a qualidade de um produto inferior. Encontra-se também sem casca, mas qual a graça de comer pistache e não ter casquinha para tirar?

Castanha do Pará – O fruto seco brasileiro é na verdade uma semente – Brazil Nuts em inglês. Uma delícia, mas extremamente oleoso. Se quiser fazer um teste para comprovar a oleosidade da castanha, espete uma no Garfo e coloque fogo. Ela vai queimar por aproximadamente dez minutos, porém, de qualquer modo é óleo vegetal e faz bem à saúde. Apenas não exagere! Como a castanha é um fruto silvestre da selva amazônica, desconheço plantações feitas pelo homem. A cada ano o preço aumenta e a disponibilidade diminui.

Castanha de Caju – Originária do Brasil, foi levada para a África e a Ásia pelos portugueses. O que comemos e conhecemos por castanha de caju é na verdade a semente do cajueiro torrada e salgada. Grande, sem defeitos e levemente salgada.

Agora que já falamos de todas as características das frutas secas, vamos à harmonização? Para este especial de fim de ano pesamos em uma harmonização de algo muito presente nas ceias de natal e ano novo, assim como nos petiscos dos encontros familiares que acontecem nesta época.







HARMONIZAÇÃO

A dinâmica da harmonização foi semelhante à realizada com as azeitonas para a última edição da Beer Life: escolhemos algumas cervejas, das mais claras as mais escuras, das mais suaves as mais amargas, e as degustamos com as frutas secas. As castanhas foram divididas em salgadas (pistache, amêndoa e castanha de caju) e naturais (nozes, castanha do Pará e amêndoa).

A primeira cerveja escolhida é uma Lager Pilsen, a Bohemia tradicional. Uma cerveja suave e que tende a combinar melhor com as castanhas – salgadas ou as naturais. Ao degustarmos a cerveja com as frutas constatamos que combina bem com os salgados, pois refresca o paladar. Já com as frutas secas (doce), a cerveja não harmonizou muito bem, amargando o sabor da cerveja.

Seguindo as Lagers, escolhemos a Bamberg München, uma cerveja com notas de malte toffe e malte caramelo, além de um amargor mais intenso que a primeira cerveja. Esta por sua vez teve uma combinação muito interessante com a uva passa, chegando a trazer notas semelhantes. A tangerina com açúcar e a tâmara passaram por cima da cerveja e com os salgados não trouxe nada de surpreendente.

A próxima cerveja a ser degustada foi a Eisenbahn 5. Cerveja comemorativa dos cinco anos da cervejaria, ela é levemente amarga por ser produzida com dry-hopping – segunda adição de lúpulo na fase de maturação. Ao tentar uma harmonização a cerveja brigou com as salgadas, mas combinou com as naturais, como a castanha do Pará. No entanto, ela realmente harmonizou com a ameixa Presidént.

Mudando um pouco o país das cervejas vamos para a francesa Jenlain Blonde. “Esta Bière de Garde não tem estrutura para envelhecer, no entanto, quando foi criada recebeu esta denominação por ter sido criada para envelhecer, para que os franceses tivessem cerveja no verão”, explica Edu Passarelli. Ao buscar uma harmonização para a cerveja, os doces combinaram muito bem, como damasco e uva passa, por esta ser uma cerveja mais cítrica. Porém, a combinação especial foi a tangerina açucarada.

A cerveja seguinte também foi uma brasileira, a Medieval, da cervejaria Backer de Minas Gerais. Uma Blond Ale também, porém menos doce e mais aromática e frutada que a anterior. O pistache, o damasco e a castanha do Pará fizeram uma harmonização interessante.

Em seguida veio a Leffe escura – Brune, que em geral são bem carbonatadas e levam açúcar para auxiliar na fermentação, mas infelizmente ela não harmonizou muito bem com nada. “Ao contrário do que eu havia pensado, ela não combinou com a ameixa nem com as frutas. Com a uva passa ela tentou, mas não ficou muito bom, pois ou você sente o gosto da cerveja ou da fruta”, revela Edu.

Com a Chimay vermelha encontramos o mesmo resultado. “O aroma da cerveja lembra ameixa e achei que talvez desse certo, mas as melhores harmonizações da ameixa foram com as duas cervejas claras. Com a Leffe e a Chimay acredito que não deu muito certo”, explica Edu.

Por último degustamos as frutas secas com um licor feito de cerveja e com mais de 30% de teor alcoólico. O Bier Likor é bastante adocicado, alcoólico e saboroso; tem notas de café e chocolate. Finalmente encontramos a combinação perfeita para a tâmara, pois a força proveniente do álcool consegue queimar o açúcar da fruta, formando uma combinação muito interessante.

Bem, a tradicional época de frutas secas está chegando e agora você já sabe como harmonizá-las. No entanto, não restrinja as frutas apenas ao fim de ano, desfrute de seus sabores e benefícios durante o ano todo e de preferência com uma cerveja!

domingo, 28 de novembro de 2010

Panetone


Durante quase todos os meses do ano, este tradicional prato italiano é esquecido em nossas mesas.
Nesta vida corrida dos últimos tempos é comum nos depararmos com a chegada do Natal devido a chegada em massa dos Panetones nos supermercados e padarias.
Várias são as histórias que explicam a origem deste gostoso pão.
Uma dela bem atrelada ao Amor conta que no século XV, um jovem morador de Milão, apaixounou-se pela filha do padeiro. Mas com o pai da moça nõa havia conversa e o namoro não foi aceito.
O rapaz, entrou na vida do padeiro como seu ajudante e acabou criando um pão doce, cheio de frutas, com um sabor muito diferente e em forma de cúpula de igreja. Tal pão virou o carro chefe da padaria e para ganhar a aceitação do pai da moça, o jovem falou para todos que a criação era do padeiro. O pai da moça chamava-se Toni, logo o pão ficou conhecido como o Pão do Toni e com o tempo passou a ser chamado de Panetone.
Outra versão conta que o Panetone foi inventado pelo mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti como iguaria para uma festa no ano de 1395
Bom, isso na realidade não nos importa. O que realmente conta é que praticamente nenhuma casa, na época natalina passa sem um panetone, seja ele mais ou menos elaborado.
Escolher ingredientes de qualidade, como uma boa farinha de trigo e recheio de procedência conhecida, é o primeiro passo para tornar a receita um sucesso. Mas o verdadeiro 'pulo do gato' é conseguir deixar a massa 'no ponto', fofa e leve. Para isto, é preciso driblar o principal inimigo do panetone: deixar a massa seca e transformar o que seria um saboroso ingrediente da ceia em um fracasso total.
Assisti uma aula de Panetone Integral no evento Prazeres de Mesa(2010) onde pela primeira vez ouvi um Chef dizendom que ao invés de sovarmos o panetone como fazemos normalmente com um pão devemos ir agregando os ingredientes com calma sem sovar a massa, so misturar por uns 5 a 10 minutos.
Depois é importante que a massa cresça só até dobrar de tamanho, mas somente até dobrar de tamanho, pois se ficar enorme a massa vai ficar seca da mesma forma. Deixe ele descansando em um lugar fresco. Nada de por no sol, em cima do fogão com forno ligado. Esqueça as dicas da vovó neste momento. Lugar fresco é o melhor, pois assim a massa fermenta lentamente, o que é o ideal.
Bom, não vou piblicar aqui uma receita, pois este post ficaria enorme.
Aqueles que quizerem tenho uma receita do Chef Willian Pereira da Dona Benta que é muito boa. Escrevam que eu mando rapidinho.
Fique abaixo com umas fotos de panetones e se der vontade bote a mão na massa literalmente e produza alguns para este Natal.
Esta é uma foto coletada na internet. Ela ressalta uma aparência bem caracteristoca e positiva. Na fati cortada o pão parece ter sua mass formada por fibras longitudinais, o que é ideal. O panetone ao toque tem que rasgar em fiapos.
As fotos acima foram são de Panetones feitos com doce de caju artesanal e castanhas dos mesmos.
Foram produzidos em novemnbro/2009 no mesmo dia que me arrisquei a produzir o antepasto de coração de bananeira ja citado em outra postagem neste blog.
Ainda produzi com outro recheio, introduzindo na massa Castanha de Baru triturada.
Foram pensados com base no movimento Slow Food.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Nova revista do grupo Prazeres da Mesa: Mesa Tendência

Foi lançada a primeira edição da revista Mesa Tendência.
A publicação pertence à editora 4 Capas, o grupo que edita a revista Prazeres da Mesa.
Se você está curioso para saber o que leva a mesma editora a publicar duas revistas gastronômicas, a resposta de seu diretor-editorial, Ricardo Castilho, é a seguinte: a possibilidade de aprofundar alguns temas relevantes no cenário de comida. E, além disso, promover debates em torno de produtos que mereçam destaque ou ideias que os chefs apontem como tendência. "Nossa expectativa é dar voz aos chefs que fazem um trabalho diferenciado. Queremos mostrar a gastronomia brasileira lá fora", diz Castilho.


A revista será bilíngue, e seus editores vão enviar regularmente exemplares para 500 chefs estrangeiros importantes no cenário internacional, entre eles os espanhóis Ferran Adrià e Andoni Luiz Aduriz, o americano Charlie Trotter e o franco-americano Daniel Boulud.

Na Ásia, a lista inclui nomes como o de Yoshihiro Narisawa. O australiano Tetsuya Wakuda (que cancelou na última hora sua participação no evento Mesa São Paulo, na semana passada) também vai receber a revista.

Mesa Tendência será trimestral e inicialmente vendida apenas no Brasil. Mas Castilho não descarta a possibilidade de distribuir a revista em Portugal, no futuro, já que a Prazeres da Mesa circula no país.

A tiragem será de 4 mil exemplares, e a venda será concentrada nas livrarias. Apenas algumas bancas selecionadas irão receber a publicação, que será lançada com o preço de capa de R$ 40.


Texto publicado no site Paladar no início de novembro/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Você teria coragem para provar??

Um pouco de curiosidade gastronômica é sempre bem vindo, porém que sabores são esses!!
O Japão é conhecido por muitas coisas, mas ser o maior ponto de sabores diferentes de sorvetes foi nova pra mim.
Estava assistindo a um programa no canal pago essa semana e me deparei com a apresentadora mostrando alguns sorvetes diferentes no Japão.
Fui pesquisar e olha o que encontrei.

Sorvete de Wasabi



Sorvete de Espinafre


Isso já é uma coisa difícil de pensar em provar, imagine os próximos.

Sabor Tulipas



Sabor Alho



Sabor Licor de Batatas



Sabor Trigo


Vai piorar mais ainda, agora vamos ver uns de origem animal.

Sabor Peixe




Sabor Lula



Sabor Polvo



Sabor Língua de Boi



Sabor Galinha



Pra terminar um de sabor mais digestivo, composto de salada. Dá até pra ver uma fatia de pepino num canto ao lado de uma parte de uma fatia de pimentão vermelho!



E aí, vai encarar?
Acho que se estiver passando por Tókio, vale a pena conferir.
Boa Viagem Gastronômica!